Denis Silva, Bacharel em Direito
  • Bacharel em Direito

Denis Silva

Timbó (SC)
9seguidores24seguindo
Entrar em contato

Comentários

(123)
Denis Silva, Bacharel em Direito
Denis Silva
Comentário · há 29 dias
Pedro Adolfo.

Também sou servidor do Estado amigo, e sei muito bem a jornada exaustiva que o servidor (e não funcionário) público realiza para dar conta da demanda.

Acontece que meu comentário - e ao que se depreende do artigo, este também - se refere à iniciativa privada. O Estado tem outra particularidade, que consiste na prévia existência de verba para contratação de pessoal.

Também sei da Síndrome de Burnout, e não discordo do seu perigo. Ocorre que, primeiramente, essa síndrome não está relacionada APENAS à jornada de trabalho, e sim a outras situações que acontecem no ambiente de trabalho. Exemplo disso é o empregado que trabalha 06 horas diárias mas dele é exigível o cumprimento de metas impossíveis de serem alcançadas.

Afora isso, repito, a falta de hombridade está no funcionário que concorda ou solicita realizar horas extras, voluntariamente abdicando do tempo com a família, porque necessita de mais dinheiro ou por pura ganância - quer mais e mais dinheiro.

Meu amigo, conheço pessoalmente inúmeras pessoas que agem assim. E a experiência comprova que é a maioria dos casos, de tal modo que, não apenas por essa razão, os juízes modernos tem visto com ressalva o absolutismo da regra do in dubio pro operario.

Atualmente, com a legislação trabalhista rígida do jeito que está, somente os empregadores tolos ou mau assessorados exigem do empregado jornadas de trabalho absurdas. A maioria dos empregados que realiza, as faz por própria solicitação ou por antever uma forma de ganhar mais dinheiro (seja com as horas extras, seja com futura indenização).

Em todo caso, o funcionário já está sendo devidamente compensado pelo adicional das horas extras, de modo que essa indenização por dano existencial é sim, na maioria esmagadora dos casos, apenas mais uma forma de ganhar dinheiro (já existem danos de sobra - dano moral, assédio moral, assédio sexual, dano material, dano assistencial...).
Denis Silva, Bacharel em Direito
Denis Silva
Comentário · há 29 dias
Realmente Alexandre.. O erro está lá em Brasília, disso não há como discordar.

Porém o que não há como concordar é que muitos empregados concordam e até solicitam realizar jornadas estratosféricas para um aumento da sua qualidade de vida e depois demandam indenização do empregador porque não passaram aquele tempo vendo seus filhos crescer.

O empregador, evidentemente, irá concordar com isso, porque ele também ganha.

Oras, se você tem algum empregado que ganha 1.000 reais mensais e se propõe a fazer o serviço de dois por 1.500 em vez de você contratar outro funcionário por mais 1.000, é lógico que você irá concordar, e o empregado, em sua esmagadora maioria, também concorda, afinal estará recebendo mais dinheiro.

A falta de hombridade está justamente quando, nessa situação, o empregado demanda indenização quando o vínculo empregatício é encerrado. É sim uma falta de honestidade, porque ele mesmo concordou e se prontificou em trabalhar.

Somente se pode concordar com essa indenização quando o empregado é coagido pelo empregador a realizar horas extraordinárias e o faz porque não tem condições de buscar outra ocupação, daí é mais do que devida a indenização.

Tocante à geração 'mimimi', me refiro a essa gama de recém inseridos ao mercado de trabalho que estão muito mais preocupados com os direitos e benefícios que terão, do que em ter um trabalho.

Essa geração quer emprego e direitos, não quer trabalhar. São os primeiros que, ao serem solicitados para, por exemplo, realizar uma reunião depois do expediente, torcem o nariz, ou que, por exemplo, solicitados para realizar horas extras para dar conta de uma demanda, pedem quanto ganharão e ainda pedem para ganhar essa hora extra por fora da folha de pagamento para receberem o que seria devido ao Estado à título de tributos, e depois ainda demandam indenização por horas extras não pagas (em folha) - não digo que o empregador esteja certo em passar ao empregado a hora extra que seria do Estado, mas me refiro à falta de hombridade desses empregados de baterem à porta do judiciário dizendo que não ganharam as horas extras.
Denis Silva, Bacharel em Direito
Denis Silva
Comentário · mês passado
É lamentável como as pessoas pensam em indenizações e outras formas de ganhar dinheiro a qualquer custo.

Deixa-se de lado o caráter e a hombridade por conta de alguns trocados, sem mesmo se preocupar nas consequências que estas condutas possam trazer.

Não se desconhece que as horas extraordinárias demandam indenização, porém a indenização já é prevista em lei (com percentual acima do valor da hora normal trabalhada).

Repisando outro comentário neste artigo, "dano existencial é a ausência de trabalho". Não poderia ter comentário melhor colocado.

As pessoas pensam em infindáveis direitos e esquecem que o direito sem o emprego não enche barriga e não paga as contas.

Essa versão moderna de indenização por danos morais, em vez de encher o bolso dos gananciosos por trocados perante a Justiça do Trabalho, vai acarretar um desemprego em massa.

Se o empreendedor tiver que arcar com o pagamento de horas extras, indenização por dano existencial, indenização por aturar cobrança do chefe, indenização por cantada de colega, e outras tantas indenizações por outros milhares de motivos, ele fecha a porta.

Ocorre uma lavagem cerebral desenfreada no intuito de encher o empregado de direitos e "quebrar" o empreendedor que acaba se tornando inviável abrir uma empresa no Brasil.

É uma gama de direitos inacabáveis que no fim acaba é com inúmeros empregos.

É por conta dessa farra de indenizações que hoje é muito mais viável contratar um robô do que uma pessoa. Daí o trabalhador pode ficar tranquilo, no sofá da sala, vendo sua novela das 8, cheio de direitos... porém sem emprego.

Oras, o sujeito opta por realizar horas extras para poder pagar suas contas e/ou dar uma vida melhor pra sua família.. o empregador concorda com isso na sua empresa, porque, afinal, percebe que tem um "bom" empregado trabalhador e com isso também consegue render mais (todos ganham), e no término do contrato vem essa bomba para a empresa - dano existencial.

Se ocorresse aquela exploração vivenciada na época da Revolução Industrial era uma coisa, mas hoje em dia o empregado ter a audácia de pedir dano moral existencial.. .é realmente característico de uma geração "mimimi".

Perfis que segue

(24)
Carregando

Seguidores

(9)
Carregando

Tópicos de interesse

(24)
Carregando
Novo no Jusbrasil?
Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres

ANÚNCIO PATROCINADO

Outros perfis como Denis

Carregando

Denis Silva

Entrar em contato